Capacidade e competência bastam?

março 12, 2010
Entenda o que pode fazer para alcançar o reconhecimento profissional

A rapidez com que as novas exigências do mercado se instalam é impressionante e mais do que nunca precisamos estar atentos. A verdade é que é necessário se antecipar, ser veloz, acompanhar as tendências dentro de sua área.

Tenho ouvido de muitas pessoas que buscam oportunidades no mercado, que usualmente a justificativa para não serem eleitas é a de que a experiência descrita em currículo está além das exigências da vaga: "você é muito para o que estamos precisando."

Ora, das duas uma: ou o aspirante à vaga está "enfeitando" o currículo ou não percebeu que tem competência para buscar uma melhor colocação. Muitas vezes, embora a experiência o qualifique para um cargo de maior responsabilidade, falta ainda algum ingrediente para que seu currículo seja apreciado com mais atenção.

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Aos que pleiteiam cargos mais elevados ou responsabilidades mais profundas em sua área de atuação, é preciso investir em cursos de certificação, mesmo que acrescentem pouco à sua experiência. Um selecionador tem um ponto de partida para a triagem de currículos e os cursos são um desses pontos. Claro que a experiência, a descrição das funções exercidas também são levadas em consideração, mas os cursos demonstram o interesse no aperfeiçoamento técnico do candidato, e isso conta a favor.

Sair do meio do caminho entre ser "muito" para um cargo modesto e "pouco" para alcançar um posto mais bem remunerado significa investimento em sua carreira. Arregaçar as mangas e correr atrás de pequenas ou grandes certificações pode ser a chave para o próximo degrau da escada.

Dois lados da moeda

O que também atrapalha muitos profissionais é o desejo de ser reconhecido financeiramente por ter muito tempo de empresa ou porque desempenha suas funções de forma correta. Há que se compreender o lado do empregador, que apenas reconhecerá seu merecimento se você souber ser visto por algo que vá além das qualidades que já demonstrou. E mais uma vez entram os cursos, não apenas os de certificação, mas também uma pós-graduação em sua área de atuação ou um curso de mestrado.
Muitos colaboradores se sentem insatisfeitos, mas não conseguem perceber onde estão suas falhas, atribuindo a responsabilidade por sua estagnação profissional sempre ao empregador.

Seguem algumas dicas de perguntas que você pode fazer a si mesmo e finalmente sair da seara da reclamação e partir para a atitude que o beneficie de verdade:


  •  O que tenho feito por mim mesmo para que possa ser reconhecido por meu desempenho?
  •  Minhas cobranças são justas ou apenas quero um reconhecimento gratuito, sem oferecer nada em troca?
  •  Presto mais atenção ao que é oferecido ao meu colega de trabalho ao invés de prestar atenção ao que posso realizar para alcançar os mesmos patamares?
  •  A queixa constante é a tônica da minha vida no setor profissional e em outros setores também?
  •  O que venho fazendo de efetivo para aprimorar meus conhecimentos e assim pleitear uma promoção justa?

 Se você responder a essas questões com honestidade, encontrará os caminhos que podem conduzi-lo ao degrau da escada que deseja alcançar. Mas preste atenção: nem só de competência técnica se sobrevive. É preciso estar atento às exigências burocráticas e organizacionais que sua empresa solicita. Não adianta ser "ótimo" e não cumprir horário, não participar dos eventos propostos, não ter um bom relacionamento com colegas e superiores hierárquicos.
 Não esqueça de que ser um bom técnico não é o mesmo que ser um bom profissional. Qualidades humanas também são observadas quando pleiteamos uma promoção ou mesmo o reconhecimento. Então responda a si mesmo: 
  • Vivo me queixando da vida no ambiente profissional?
  • Estou frequentemente às voltas com problemas pessoais no ambiente de trabalho?
  • Sou suficientemente discreto com relação ao comportamento dos colegas?
  • Me visto e me comporto adequadamente no ambiente de trabalho?
  • Participo de eventos sociais que a empresa ou o setor promovem?
  • Mais converso que trabalho?
  • Estou mal humorado na maior parte do tempo?
  • Sou uma pessoa solícita?
Se você chegar à conclusão de que está pronto e ainda assim não obteve o que deseja, está na hora de mudar de ares e buscar oportunidades em outro lugar.

Mas se compreendeu que ainda falta um caminho para trilhar antes de se considerar um profissional completo em sua área, não titubeie: acredite em você e corra atrás de sua satisfação. Nada se consegue de graça.



SOBRE O AUTOR
Celia Lima

Psicoterapeuta Holística, utiliza florais e técnicas da psicossíntese como apoio ao processo terapêutico. Presta atendimento individual e em grupo, e serviços de choaching pessoal, profissional e organizacional

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